terça-feira, 29 de setembro de 2009

é já dia 5, na Aula Magna, em Lisboa, as Au Revoir Simone

discos de 2009: "Set'em wild, set'em free", dos Akron Family

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Joakim, na colheita de 2009

os discos de 2009: "Noble Beast", de Andrew Bird

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lugares de encontro: casa; bodyspace; allmusic

e porquê? "Armchair Apocrypha" tinha sido já um fantástico instrumento de revelação para os do Diversus. É preciso reconhecer que "Noble Beast" não melhora o nível magnífico e provavelmente irrepetível da obra de 2007. O que faz é acrescentar caminhos, somar ideias, recuperar com novas contribuições o brilho próprio que o criador de Chicago tem vindo a consolidar, o de um dos mais notáveis sons do classicismo Pop deste nosso tempo. E se é isso que "Noble Beast" nos traz, então terá de se reconhecer que é muito.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

os discos de 2009: AGF/Delay, "Symptoms"

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lugares de encontro: Boomkat; casa; eclectric culture; Myspace

e porquê? Vladislav Delay e AGF andam há já muito tempo na trilha dos sons subtis, ali na orla da electrónica, ora fazendo quase puro experimentalismo, ora entrando de sopetão no que poderiamos designar de post-melodismo. Os sons de "Symptoms", estranhamente tão perto dos do grande "Liedgut", de Atom TM, demonstram-nos como o descontrutivismo sonoro, o chamado "back to the bone", pode ser a chave do som de 2009, a sua marca definidora. E é decerto um som que aqui no Diversus conseguimos amar. Este é um dos discos do ano, sem mais.

a melhor série dramática vista este ano é "Brotherhood"

"Brotherhood" fala-nos de Providence, nos Estados Unidos. Neste lugar dramático, o crime tem marcas italianas e irlandesas. A morte é comum e banal, mas os criminosos também têm família, também amam, também sofrem. Em "Brotherhood" o crime e a lei são muitas vezes aliados e o lugar de um e de outro é nada estanque.
Em exibição, em Portugal, no canal FX, sempre fora do "prime time", "Brotherhood" deixa-nos muitas vezes a sensação de ter ninguém de quem possamos gostar inteiramente, a quem possamos aderir. De facto, se ninguém é perfeito, e isso bem sabemos, os Caffee de Providence e todos os demais personagens da série quase nos roubam a esperança de que haja humanos que possam um dia chegar ao céu. A julgar por ali, ninguém conseguirá.

sábado, 26 de setembro de 2009

Mulatu Astatke: o melhor concerto de há muito muito tempo



O recente e surpreendente anúncio da vinda do velho egípcio vibrafonista Mulatu Astatke (no âmbito do evento Africa.cont) já o fazia prever.
Hoje, no novo espaço para a fruição musical dos lisboetas designado de "Tercenas do Marquês", na rua das Janelas Verdes, Mulatu Astatke deveria poder fazer um grande concerto.
E fez.
Fez um concerto melhor até que aquele tão grande que o ano passado vi Tony Allen fazer no CCB.
Em palco com 8 músicos, Mulatu revelou melhor ainda que no já de si gigante disco de 2009 (Inspiration Information) o concentrado de "pós mágicos" de que se faz a sua música.
Ali se encontram e confundem a erudição que Mulatu cultivou na Europa, a latinidade de um certo estilo, patente até na fisionomia e na indumentária, ali se sentiu um sentido orquestral de raíz obviamente Jazz, de forte dançabilidade, ali vi e percebi a mística de um certo "groove" de matriz inequivocamente africana.

O melhor concerto deste ano, o melhor de há largos anos a esta parte, durou menos de hora e meia. Soube a muito pouco em face de tanta música.
No final, Mulatu disse várias vezes "we love you". Muita gente mais passou a amá-lo certamente também depois desta noite.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

a grande força de Burial



Há dias o excelente DJ Ride levou à brilhante rádio Oxigénio esta magnífica remistura de Burial. Para quem não sabe, há na gíria da melomania uma etiqueta para esta reroupagem: chamam-lhe dubstep. Nesses domínios, Burial é palavra mágica, sabem já alguns.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

as fantásticas listas de músicas da Pitchfork

O sítio da Pitchfork é ponto de passagem obrigatório para a compreensão das músicas novas, ou das que antes já foram novas e lá estão também.
Claro que há outros sítios como o da Pitchfork, o sítio da Metacritic, da PopMatters, da Juno, da Discdogs, entre outros.
O que os outros (com a honrosa excepção do habitué Metacritic) não têm é um investimento em listas como a Pitchfork fez agora mesmo. Virtualmente, fizeram listas para quase todos os tempos. E parece que essa é empresa não terminada.
Aqui fica o desafio, para que o leitor deambule longamente por estes sítios que elencam e escolhem de entre as nossas memórias. Até autores como o Hans-Peter Lindstrom foram chamados ao compromisso da escolha.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009