sexta-feira, 23 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

discos de 2009: "Sometimes I Wish We Were an Eagle", de Bill Callahan

videos:


a capa:

lugares de encontro: Myspace; ; Amazon; Pitchfork; Ipsilon/PÚBLICO;

e porquê? Bill Callahan trouxe-nos com esta colecção de canções uma nova obra-prima? Não. "Sometimes I Wish We Were an Eagle" é apenas uma obra extraordinária de interioridade, portadora de um humanismo de proximidade, feita de sentimentos próximos e reconhecíveis. Aqui tudo é simples e sublime. Por agora, que levamos apenas uns poucos meses de conhecimento com o que gravou em 2009, atrevemo-nos somente a dizer que é outra vez muito gostoso escutar Bill e a sua voz grave, certo que pouco rica em cores, mas muito natural.
Bill Callahan, como já aqui várias vezes se escreveu, é com Kurt Wagner dos Lambchop e com Howe Gelb dos Giant Sand, parte do tríptico fundamental que nas últimas duas décadas resgatou o brilho da música de raiz rural norte-americana. Neste disco isso sente-se. Outra vez.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

há filmes mais belos que outros



"Into the Wild", um filme com dois anos de Sean Penn, fala de um caso real, o caso de Christopher.
O caso de Christopher foi passado a livro e depois adaptado por Sean Penn, que o tratou com seriedade, com carinho, com humanidade.
Christopher procurava pela sua identidade e julgava-se capaz de a encontrar na solidão mais extrema.
Porque morre ao tentar ser feliz e porque encontra a revelação do maior segredo da felicidade, a partilha, Christopher enganou-se e não se enganou.
O filme não tem de facto um fim feliz. A não ser para o espectador, que pode amá-lo. É um muito belo filme.

os Boys Noize têm música nova

Boys Noize - Power/Out in October from Boysnoize Records on Vimeo.

sábado, 3 de outubro de 2009

discos de 2009: "March of the Zapotec/RealPeople Holland", de Beirut

video:


capa:

lugares de encontro: wikipedia; Pitchfork; Artist Direct; Myspace

e porquê? a música deste duplo EP de 2009 é extraordinariamente bonita, tão bonita quanto sempre foram as canções que já antes conheciamos a Beirut/Zach Condon. Como eram as outras, também estas são simples e tristonhas melodias e os metais que nos enchem os ouvidos são certeiros, poderosos, parecem-se às vezes com vozes, às vezes com choros, outras com gritos. Não há na música popular outros metais assim, como não recordo outro som que em 2009 ultrapasse este que se reune em "March of the Zapotec/Realpeople Holland" em pura elegância. Um disco primoroso, este.