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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

e enfim os melhores livros do ano, por quem lê à séria

10 escolhas IPSILON
1. A Faca Não Corta o Fogo, Herberto Helder
2. O Homem sem Qualidades, Robert Musil
3. O Romance de Genji, Murasaki Shikibu
4. Livro do Desassossego, Fernando Pessoa/Vicente Guedes/Bernardo Soares
(edição de Teresa Sobral Cunha)
4. Salónica-Cidade de Fantasmas, Cristãos, Muçulmanos e Judeus de 1430 a 1950, Mark Mazower
6. Caos Calmo, Sandro Veronesi
7. Myra, Maria Velho da Costa
8. Diário de Um Mau Ano, J. M. Coetzee
8. A Grande Guerra Pela Civilização, Robert Fisk
8. O Jogo do Mundo, Julio Cortázar

Primeiras escolhas da equipa do Expresso
O Jogo do Mundo, Julio Cortazár (Luísa Mellid-Franco e José Mário Silva)
A Faca Não Corta o Fogo, Herberto Helder (Ana Cristina Leonardo)
Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomim, Teresa Veiga (António Guerreiro)
Musicofilia, Oliver Sacks (Luís M. Faria)
A Feiticeira de Florença, Salman Rushdie (José Guardado Moreira)
Os Detectives Selvagens, Roberto Bolaño (Rogério Casanova)
A Viagem do Elefante, José Saramago (Vítor Quelhas)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

quase a começar "As Benevolentes", de Jonathan Littell


transcrevo directamente do "portal da Literatura":

"Grande acontecimento editorial no ano passado um pouco por toda a Europa. Vencedor do Prémio da Academia Francesa e do Goncourt.
As Benevolentes são as memórias de Maximilien Que, um ex-oficial nazi, alemão de origem francesa que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.
Este romance vai buscar o título à mitologia grega – as Erínias, deusas perseguidoras, vingadoras e secretas, também conhecidas por Eumênides ou Benevolentes."


outras citações:

"Apaixonante, provocante, este livro é uma revelação histórica."
Le Figaro

"Um novo Guerra e Paz."
Le Nouvel Observateur


"É um livro extraordinário pelo que existe nele de certo e de verdadeiro."
Mario Vargas Llosa

Cheguei a este livro por sugestão de Fernando Rosas, para quem se trata do mais empolgante "romance histórico" dos últimos anos. São 893 páginas muito duras, a tal ponto de realismo irá a narrativa. Digo irá pois não comecei ainda. Ganho fôlego e coragem para penetrar a cabeça não arrependida de um nazi no seu "daily work and thinking". Desta vez a história é outra, ao que parece sem filtros. Ora vamos lá.