Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de setembro de 2007

O transistor creme e o Algarve de 1940

Eu e a música conhecemo-nos há muitos, muitos anos.
Tudo começou na cama, com meses de idade, diziam-me. Um transistor de cor creme era o "remédio-santo" para não chorar e adormecer melhor. Eram depois dormidas tranquilas para todos.
Parece que foi então que o vírus se alojou.
A minha mãe, mulher da máxima sensibilidade e inteligência, havia sido uma efusiva bailarina, encantando as pistas das colectividades algarvias de Lagoa, Portimão e Estombar.
Será por isso o meu um vírus semi-algarvio, trepidante, com origem genética sobretudo rítmica.
E que ritmos se dançaria nas pistas de dança de 1930/1940, as décadas da adolescência e juventude algarvia da minha mãe? Nunca soube.

domingo, 25 de março de 2007

Eu, melómano

Diz-se de um amante de música ser um melómano. Mais exactamente, MELOS significa melodia em Grego e MANIA quer dizer loucura, paixão.
Em bom dizer popular, um melómano será antes um louco por música, ou em inglês vernáculo algo como music fan (por sua vez fan derivando de fanatic).
Mas é bom saber-se que melómano é qualificativo mais comummente usado pelos amantes de música erudita, os mais cultos e eruditos de entre eles, os sabedores de todos os nomes, de todos os episódios, conhecedores imparáveis das versões de referência, quase biógrafos dos directores de orquestra e às vezes até íntimos dos intérpretes de excelência.
Na definição geral, o melómano é o autêntico enciclopédico, o cultor quase obsessivo da agenda de concertos do S. Carlos e da Gulbenkian. Honra lhe(s) seja.
Ora, hoje lembrei-me de dizer a todos que me considero um melómano.
E porquê eu, pobre amador? Porque tenho vertigens e quase tremo de emoção quando ouço música de que gosto. Isso é para mim a melhor definição deste amor à música. Aqueles que estremecem são melómanos. Mude-se a significância do conceito e conversa acabada.