1. Inspiration Information 3. Mulatu Astatke & the Heliocentrics
2. Liedgut. Atom TM
3. Still Night, Still Light. Au Revoir Simone
4. Bitte Orca. Dirty Projectors
5. The bright Mississipi. Allen Toussaint
6. II. Lindstrom & Prins Thomas
7. Rules. the Whitest Boy Alive
8. Let's change the world with music. Prefab Sprout
9. Take my breath away. Gui Boratto
10. Dr. Boondigga & the Big Bw. Fat Freddys Drop
11. Nuclear evolution: the age of love. the Sa-Ra Creative Partners
12. Lord Newborn & the Magic Skulls. Lord Newborn & the Magic Skulls
13. Midtown 120 blues. DJ Sprinkles
14. Breath & Vulgar. In Flagranti
15. Merryweather Post Pavillion. Animal Collective
16. March of the Zapotec and Realpeople Holland. Beirut
17. the Burgenland dubs. Ian Simmonds
18. Blackbelt Andersen. Blackbelt Andersen
19. Moderat. Moderat
20. Noble Beast. Andrew Bird
21. Yonder is the clock. the Felice Brothers
22. plays the Dining Rooms. Christian Prommer's Drumlesson
23. Hospice. the Antlers
24. Blacksummer's night. Maxwell
25. Structure. Black Jazz Consortium
26. Hold Time. M. Ward
27. Tummaa. Vladislav Delay
28. Veckatimest. Grizzly Bear
29. the XX. the XX
30. the future will come. the Juan MacLean
31. Hard Islands. Nathan Fake
32. the Pains of Being Pure at Heart. the Pains of Being Pure at Heart
33. Space beyond the Egg. the Emperor Machine
34. Tradition in transition. Quantic & his Combo Barbaro
35. What have you done my brother?. Naomi Shelton & the Gospel Queens
36. Vs. Children. Casiotone for the Painfully Alone
37. Symptoms. AGF/Delay
38. Treasury library canada (2006-2009). Woodpigeon
39. Begone Dull Care. Junior Boys
40. Brooklynati. Tanya Morgan
41. Sometimes I Wish We Were An Eagle. Bill Callahan
42. Beware. Bonnie Prince Billy
43. Immune. Bodycode
44. Grains. Boozoo Bajou
45. Set'em Wild, Set'em Free. Akron Family
46. Ballads. Ekkehard Ehlers
47. Songs About Dancing and Drugs. Circlesquare
48. Ben Harper & Relentless 7: White lies for dark times. Ben Harper
49. Gris Gris. MachineFabriek
50. Good or Plenty, Streets + Avenues. Animal Hospital
sábado, 19 de dezembro de 2009
os 50 melhores álbuns de músicas Pop de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
um semi-adeus ao Diversus
O Diversus lá fez o seu caminho de largos anos. Neste finalzinho de 2009 entendemos que já faz pouco sentido separar a música do resto da vida. Será por isso no lugar em que falamos mais da vida em geral, no Café Clube, que as músicas e o resto do Diversus continuarão a passar mais regularmente.
Este não é o momento da morte do Diversus. É apenas a ocasião em que experimentaremos a força da música no seu meio mais natural. Como se a vida fosse um café concerto.
Uma coisa é certa, voltaremos ao Diversus sempre que o fôlego necessário for maior. Será o caso das listas Diversus, dentro de semanas. Aqui mais em extensão, no Café em versão mais reduzida. Vemo-nos por aí.
domingo, 1 de novembro de 2009
da dor de quando morrem as nossas referências
E morrer aos 59 anos é uma daquelas injustiças que o António Sérgio, eu e não sei quantos milhares que o conhecemos e com ele "navegámos" não mereciamos.
a noite em Lisboa de Jon Hassell, o filósofo

Esperei alguns dias para escrever sobre o concerto de quarta-feira de Jon Hassell, acontecido no Teatro Maria Matos.
No fim Jon Hassell veio lamentar-se de uma performance em seu entender desapontante. Talvez também essa desconcertante atitude tenha relativizado o efeito do que se tocou nessa noite de Lisboa.
Como um dia um poeta popular bem perguntava, pode alguém ser quem não é?
A música mais recente de Jon Hassell deixou-se seduzir por uma dimensão onírica que em termos de precedentes consigo situar no chamado Jazz nórdico, que também em Lisboa já antes escutei a John Surman ou terje Rypdall. A música de agora (última década) de Jon destaca-se pelo quase paisagismo tão patente em "Last Night the Moon Came Dropping Its Clothes in the Street", o portentoso disco de 2009.
Nada de errado pois em fazer assentar uma performance ao vivo na produção mais recente com a Maarifa Street, hoje, por sinal, integrando dois músicos moruegueses.
Ainda antes da auto-crítica final do génio norte-americano já o público tinha provado o respeito pelo resultado daquela ida. Não entusiasmo, mas respeito. Não bateu palmas entre trechos, mas aplaudiu longamente no fim dos quase 80 minutos.
É que não se tratava de um concerto Pop. Jon Hassell nunca foi um músico Pop.
Quanto a nós, sentimos bem o efeito nocivo do demasiado Pop que enche a nossa melomania de hoje. É preciso escutar ainda melhor Jon Hassell e aqueles que como ele estão além da tentação popular. Vem daí a conclusão de ter sido este um dos meus concertos do ano. Foram 80 minutos de um utilíssimo alerta cultural.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
as canções dos anos 2000
Por aqui e acolá muita gente vai fazendo balanços da primeira década. O Diversus é em si mesmo o lugar de já muitos balanços. Começamos então também hoje, neste caso com o primeiro desfile das canções com video que esta década deixou.
Como é costume, deve entender-se esta como uma escolha de agora. Dentro de alguns anos, ou apenas meses, a escolha seria obviamente outra.
sábado, 10 de outubro de 2009
discos de 2009: "Sometimes I Wish We Were an Eagle", de Bill Callahan
videos:
a capa: 
lugares de encontro: Myspace; ; Amazon; Pitchfork; Ipsilon/PÚBLICO;
e porquê? Bill Callahan trouxe-nos com esta colecção de canções uma nova obra-prima? Não. "Sometimes I Wish We Were an Eagle" é apenas uma obra extraordinária de interioridade, portadora de um humanismo de proximidade, feita de sentimentos próximos e reconhecíveis. Aqui tudo é simples e sublime. Por agora, que levamos apenas uns poucos meses de conhecimento com o que gravou em 2009, atrevemo-nos somente a dizer que é outra vez muito gostoso escutar Bill e a sua voz grave, certo que pouco rica em cores, mas muito natural.
Bill Callahan, como já aqui várias vezes se escreveu, é com Kurt Wagner dos Lambchop e com Howe Gelb dos Giant Sand, parte do tríptico fundamental que nas últimas duas décadas resgatou o brilho da música de raiz rural norte-americana. Neste disco isso sente-se. Outra vez.
Labels: discos de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
há filmes mais belos que outros
"Into the Wild", um filme com dois anos de Sean Penn, fala de um caso real, o caso de Christopher.
O caso de Christopher foi passado a livro e depois adaptado por Sean Penn, que o tratou com seriedade, com carinho, com humanidade.
Christopher procurava pela sua identidade e julgava-se capaz de a encontrar na solidão mais extrema.
Porque morre ao tentar ser feliz e porque encontra a revelação do maior segredo da felicidade, a partilha, Christopher enganou-se e não se enganou.
O filme não tem de facto um fim feliz. A não ser para o espectador, que pode amá-lo. É um muito belo filme.
Labels: filmes
sábado, 3 de outubro de 2009
discos de 2009: "March of the Zapotec/RealPeople Holland", de Beirut
video:
capa: 
lugares de encontro: wikipedia; Pitchfork; Artist Direct; Myspace
e porquê? a música deste duplo EP de 2009 é extraordinariamente bonita, tão bonita quanto sempre foram as canções que já antes conheciamos a Beirut/Zach Condon. Como eram as outras, também estas são simples e tristonhas melodias e os metais que nos enchem os ouvidos são certeiros, poderosos, parecem-se às vezes com vozes, às vezes com choros, outras com gritos. Não há na música popular outros metais assim, como não recordo outro som que em 2009 ultrapasse este que se reune em "March of the Zapotec/Realpeople Holland" em pura elegância. Um disco primoroso, este.
Labels: discos de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
os discos de 2009: "Noble Beast", de Andrew Bird
video:
capa: 
lugares de encontro: casa; bodyspace; allmusic
e porquê? "Armchair Apocrypha" tinha sido já um fantástico instrumento de revelação para os do Diversus. É preciso reconhecer que "Noble Beast" não melhora o nível magnífico e provavelmente irrepetível da obra de 2007. O que faz é acrescentar caminhos, somar ideias, recuperar com novas contribuições o brilho próprio que o criador de Chicago tem vindo a consolidar, o de um dos mais notáveis sons do classicismo Pop deste nosso tempo. E se é isso que "Noble Beast" nos traz, então terá de se reconhecer que é muito.
Labels: discos de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
os discos de 2009: AGF/Delay, "Symptoms"
video:
capa:
lugares de encontro: Boomkat; casa; eclectric culture; Myspace
e porquê? Vladislav Delay e AGF andam há já muito tempo na trilha dos sons subtis, ali na orla da electrónica, ora fazendo quase puro experimentalismo, ora entrando de sopetão no que poderiamos designar de post-melodismo. Os sons de "Symptoms", estranhamente tão perto dos do grande "Liedgut", de Atom TM, demonstram-nos como o descontrutivismo sonoro, o chamado "back to the bone", pode ser a chave do som de 2009, a sua marca definidora. E é decerto um som que aqui no Diversus conseguimos amar. Este é um dos discos do ano, sem mais.
Labels: discos de 2009
a melhor série dramática vista este ano é "Brotherhood"
"Brotherhood" fala-nos de Providence, nos Estados Unidos. Neste lugar dramático, o crime tem marcas italianas e irlandesas. A morte é comum e banal, mas os criminosos também têm família, também amam, também sofrem. Em "Brotherhood" o crime e a lei são muitas vezes aliados e o lugar de um e de outro é nada estanque.
Em exibição, em Portugal, no canal FX, sempre fora do "prime time", "Brotherhood" deixa-nos muitas vezes a sensação de ter ninguém de quem possamos gostar inteiramente, a quem possamos aderir. De facto, se ninguém é perfeito, e isso bem sabemos, os Caffee de Providence e todos os demais personagens da série quase nos roubam a esperança de que haja humanos que possam um dia chegar ao céu. A julgar por ali, ninguém conseguirá.
Labels: séries
sábado, 26 de setembro de 2009
Mulatu Astatke: o melhor concerto de há muito muito tempo

O recente e surpreendente anúncio da vinda do velho egípcio vibrafonista Mulatu Astatke (no âmbito do evento Africa.cont) já o fazia prever.
Hoje, no novo espaço para a fruição musical dos lisboetas designado de "Tercenas do Marquês", na rua das Janelas Verdes, Mulatu Astatke deveria poder fazer um grande concerto.
E fez.
Fez um concerto melhor até que aquele tão grande que o ano passado vi Tony Allen fazer no CCB.
Em palco com 8 músicos, Mulatu revelou melhor ainda que no já de si gigante disco de 2009 (Inspiration Information) o concentrado de "pós mágicos" de que se faz a sua música.
Ali se encontram e confundem a erudição que Mulatu cultivou na Europa, a latinidade de um certo estilo, patente até na fisionomia e na indumentária, ali se sentiu um sentido orquestral de raíz obviamente Jazz, de forte dançabilidade, ali vi e percebi a mística de um certo "groove" de matriz inequivocamente africana.
O melhor concerto deste ano, o melhor de há largos anos a esta parte, durou menos de hora e meia. Soube a muito pouco em face de tanta música.
No final, Mulatu disse várias vezes "we love you". Muita gente mais passou a amá-lo certamente também depois desta noite.
Labels: live
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
a grande força de Burial
Há dias o excelente DJ Ride levou à brilhante rádio Oxigénio esta magnífica remistura de Burial. Para quem não sabe, há na gíria da melomania uma etiqueta para esta reroupagem: chamam-lhe dubstep. Nesses domínios, Burial é palavra mágica, sabem já alguns.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
as fantásticas listas de músicas da Pitchfork
O sítio da Pitchfork é ponto de passagem obrigatório para a
compreensão das músicas novas, ou das que antes já foram novas e lá estão também.
Claro que há outros sítios como o da Pitchfork, o sítio da Metacritic, da PopMatters, da Juno, da Discdogs, entre outros.
O que os outros (com a honrosa excepção do habitué Metacritic) não têm é um investimento em listas como a Pitchfork fez agora mesmo. Virtualmente, fizeram listas para quase todos os tempos. E parece que essa é empresa não terminada.
Aqui fica o desafio, para que o leitor deambule longamente por estes sítios que elencam e escolhem de entre as nossas memórias. Até autores como o Hans-Peter Lindstrom foram chamados ao compromisso da escolha.
domingo, 23 de agosto de 2009
a proeza de Ian Simmonds

Proeza neste homem é a constância. Ian Simmonds está activo desde pelo menos 1992, quando tocava guitarra-baixo nos Sandals. O seu trajecto desde então fez-se de incursões cada vez mais intensas nos territórios da fusão musical, naquelas zonas que ninguém sabe muito bem dizer o que são. Ele que nos Sandals parecia tentado pelos formatos definidos, vagamente Pop.
"The Burgenland Dubs" nem é sequer um grande álbum. Na verdade, é somente um disco de Ian Simmonds. Mas o que é importante é ser uma criação de 2009, que nos diz do estado da arte deste homem que ainda há três anos editava sob o nome de Wise in Time. O que já parecia ser um programa e pêras para uma vida que se preze.
sábado, 22 de agosto de 2009
o César Viana
Conhecia mal, ou melhor, mal conhecia César Viana. Até ontem. Ontem escutei-o a falar da sua migração para Belgais.
Do César o músico, ou do erudito, pode conhecer-se o percurso no sítio do MIC, ou no Myspace.
O César compõe, o César interpreta, o César dirige, o César ensina.
O que ontem muito me sugestionou foi escutar algumas histórias do César, como a história de um cão que em Belgais o escutou um dia tocar flauta e do César se aproximou. Era um cão sem dono, um cão só de si mesmo.
A composição era do César e estava em processo de elaboração, em ensaios. Sempre que o César começava a ensaiá-la o cão aproximava-se e encostava-se-lhe às pernas. Na gravação que ontem escutei, algumas lamúrias do cão são audíveis.
É por isso uma composição de flauta com cão.
O César disse ainda outras coisas muito engraçadas, como por exemplo que quando vivia em Lisboa nunca tinha tempo. Agora, que vive perto de Castelo Branco, consegue ter tempo para tudo o que quer fazer.








